Feriados e pontes, o que fazer?

Em 2017 teremos 8 feriados nacionais, sendo que 3 deles cairão numa quinta-feira, propiciando a ocasião para uma “ponte”.

A dúvida sempre é sobre como controlar estas “pontes” na folha de ponto. Coloco como um feriado? Abono? Vai para o banco de horas?

É sobre isto que quero falar nesta matéria.

Lançando a ponte como feriado

A empresa tem liberdade para definir outros dias além dos feriados obrigatórios (sejam os nacionais, estaduais ou municipais), portanto basta incluir o dia que seria ponte como um feriado.
Para clientes TradingWorks, vá em Feriados Gerais e inclua este dia como mais um feriado.

Resultado – Este dia é contabilizado como um benefício que a empresa está dando. Não será abatido de banco de horas ou compensação futura.

Lançando a ponte como um abono

Uma ponte pode ser abonada. O resultado prático é o mesmo que incluir o dia da ponte como um feriado, sendo a única diferença em mostrar a quantidade de horas de abonos que a empresa concedeu.
Para clientes TradingWorks, no dia da falta, inclua uma justificativa do tipo Abono e marque a opção para retirar a falta do dia.

Abono do dia

Resultado – Este dia é contabilizado como um benefício que a empresa está dando. Não será abatido de banco de horas ou compensação futura, mas o relatório de justificativas mostrará a quantidade de horas abonadas pela empresa.

Lançando a ponte para compensação no banco de horas

Para as empresas que adotam o banco de horas, é possível compensar esta ponte em outras oportunidades.
Para os clientes TradingWorks não é necessário realizar nenhuma operação. Ao ser processado o banco de horas da folha este dia já será compensado e as horas negativas lançadas no banco.

Banco de horas
Resultado – Neste caso a empresa está permitindo que o colaborador desfrute de um feriado prolongado sem abrir mão das horas de trabalho pagas.

Veja abaixo a lista completa dos feriados nacionais (fonte Imprensa Nacional, portaria 369/16):

1º de janeiro (Domingo), Confraternização Universal (feriado nacional);
27 de fevereiro (Segunda-feira), Carnaval (ponto facultativo);
28 de fevereiro (Terça-feira), Carnaval (ponto facultativo);
1º de março (Quarta-feira), quarta-feira de Cinzas (ponto facultativo até as 14 horas);
14 de abril (Sexta-feira), Paixão de Cristo (feriado nacional);
21 de abril (Sexta-feira), Tiradentes (feriado nacional);
1º de maio (Segunda-feira), Dia Mundial do Trabalho (feriado nacional);
15 de junho (Quinta-feira), Corpus Christi (ponto facultativo);
7 de setembro (Quinta-feira), Independência do Brasil (feriado nacional);
12 de outubro (Quinta-feira), Nossa Senhora Aparecida (feriado nacional);
28 de outubro (Sábado), Dia do Servidor Público(ponto facultativo);
2 de novembro (Quinta-feira), Finados (feriado nacional);
15 de novembro (Quarta-feira), Proclamação da República (feriado nacional);
25 de dezembro (Segunda-feira), Natal (feriado nacional).

Nota importante: Este post tem caráter informativo. Cada sindicato possui especificidades sobre como atuar com as pontes e as notificações antecipadas ao colaboradores.

Controle de jornada para equipes de campo, e sem internet!

Nada mais penoso para o departamento pessoal ter que compilar as planilhas de apontamentos manuais enviadas pelos colaboradores que trabalham fora do escritório.

Além disso há dilemas eternos onde o gestor não concorda com os horários marcados manualmente.

Sem falar sobre as marcações exatas, onde todos os dias o colaborador entra e sai no mesmo horário. Como já informado pelo Tribunal Superior do Trabalho (Súmula 338), este tipo de controle de jornada é inválido.Celular com o aplicativo TradingWorks

Com a autorização do Ministério do Trabalho e Emprego para usar computadores na marcação do ponto (Portaria 373/11), as empresas podem automatizar este processo e eliminar muitos pontos de falha.

Com 4 anos de atuação nesse mercado, a TradingWorks visa resolver esses problemas.

Com o aplicativo para celulares sua empresa tem os seguintes benefícios:

  • Marcação do ponto mesmo sem internet disponível;
  • Localização da marcação do ponto, pois o GPS é obrigatório;
  • O equipamento pode ser compartilhado, por exemplo um supervisor em campo com o celular corporativo e os colaboradores usam este equipamento para realizar a marcação;
  • Marcações manuais permitidas em caso de esquecimento, mas sempre com a aprovação do gestor;
  • Todos os outros benefícios já conhecidos da solução TradingWorks (veja mais aqui)

Quer fazer um teste e ver como é simples?

Baixe o aplicativo de uma das lojas abaixo e coloque o código de ativação DEMO DEMO.

Disponível na App Store

Disponível no Google Play

Posso controlar o ponto dos terceiros?

É muito comum misturarmos assuntos de CLT com terceiros legalmente trabalhando na empresa e desta forma acabamos entendendo que é proibido controlar o ponto ou eficiência dos colaboradores terceiros.

Com isto nos deparamos com as famosas planilhas de entrada às 09:00h e saída as 18:00h com uma hora para almoço, ou aqueles que já entenderam que não chama atenção se colocar os números quebrados como 08:45h ou 18:05h, mas continua não garantindo a qualidade.
Não estou falando que todo profissional faça isto, mas exatidão não é a premissa destas planilhas de controle. Falo por experiência própria ao controlar (sem eles terem conhecimento) durante alguns períodos.
Na semana o erro chegava a ser mais de 4 horas e o interessante é que a diferença era sempre favorável ao colaborador.
Em uma simulação (vide planilha aqui) temos …
Um erro de 20 minutos em um time de 20 pessoas, são R$ 105.600,00 desperdiçados anualmente.
Custo do erro de apontamento
Mas você pode estar se perguntando, continua proibido e ponto (final).
É proibido que a empresa contratante exija e controle o apontamento, mas não é proibido que a empresa contratada o faça através de mecanismos da portaria 373/11 e daí a contratante basicamente se torna o auditor do processo de controle de ponto e não o seu solicitante.
Além de ser transparente para as partes, garante o profissionalismo de quem cumpre com as jornadas contratadas, deixando seus pares “pouco precisos” fora do contexto do trabalho do time e eventualmente se desligando ou sendo desligados.

Devo marcar o ponto numa PME?

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a marcação de ponto de até 10 funcionários é opcional.
Homem com relógio
A princípio isto facilita em muito a administração da folha de pagamento e cálculos, pois é usado como princípio que todos cumpriram com suas horas trabalhadas. O problema está quando um ex-funcionário decide requerer na justiça horas que ele acha devido.
Como na empresa não há registro algum, cabe apenas acatar os valores acordados na Justiça do Trabalho, pois o empregado não necessita mostrar nenhuma prova em seu favor. E também não estou dizendo que o empregado esteja equivocado, só que a empresa realmente não tem nenhum registro sobre seu trabalho e se o pagamento dos salários foram feitos corretamente.
Aposto que assim como eu, cada um de vocês tem uma história de algum parente ou amigo próximo que já enfrentou este problema. Eu particularmente conheço duas empresas que tiveram que fechar as portas devido às disputas judiciais.
Então a saída é automatizar tudo e adquirir aquelas máquinas de ponto que imprimem o tíquete?
É uma possibilidade (e com grande dispêndio financeiro para uma PME), mas o registro de ponto pode ser feito com papel e caneta, sem nenhum equipamento especial. Em papelarias você pode encontrar estes bloquinhos prontos.
Simples, barato e eficiente!
Mas não se esqueça de que é necessário ter todo um processo para que este registro seja válido. Se tiver sinais de rasuras ou não tiver a assinatura do funcionário, de nada importa, mas mesmo assim o livro de ponto manual é uma ótima saída.
O que é mais importante é que a legislação trabalhista também vem evoluindo e em 2011, junto com a portaria que descrevia o uso das máquinas com impressão de tíquete (portaria 1510/09), também saiu a portaria 373/11 que permite que o registro de ponto seja feito de forma totalmente eletrônica, por computador ou celular, por exemplo.
Durante sua publicação, muito se discutiu que a portaria 373 só serviria para as grandes empresas, pois possuíam recursos técnicos para o desenvolvimento da solução. O que na prática aconteceu é que empresas de tecnologia passaram a oferecer este tipo de recurso a um baixo custo para empresas de qualquer porte, como por exemplo a TradingWorks.
Mas o que realmente é importante é que esta nova forma de registro de ponto permite que funcionários remotos também tenham o registro, seja feito através de um computador ou mesmo de um celular. Assim, mesmo aqueles funcionários que estão em outros bairros ou cidades, podem marcar o ponto e garantir a integridade dos seus recebimentos.
O registro de ponto não é somente importante para evitar desgastes judiciais mas garante a satisfação dos funcionários, quando seus colegas também estão sob o mesmo controle e não apenas baseado na consciência e responsabilidade de cada um em cumprir o seu horário de trabalho.

Quanto custa seu funcionário?

Não estou falando de impostos e taxas, estou falando de quanto ele custa dentro de suas operações. Já pensou quanto custa sua emissão de fatura? E a manutenção das máquinas de produção? Quanto custa a compra de material de escritório? É disso que quero falar.
O seu funcionário de compras faz exatamente o que? Quanto custa cada uma de suas atividades? Quanto custa uma análise de contrato? Quanto custa fazer um novo pedido de importação?
Ou no financeiro, já pensou qual o custo da fatura? Quanto custa emitir uma segunda via do boleto?
Talvez você esteja pensando naquela máxima que diz “já que estou pagando o salário”. Acontece que podem existir atividades desnecessárias ou que poderiam ser feitas de outra forma, eliminando estes desperdícios e deixando seus colaboradores com tempo para executar coisas mais importantes. Poderia até mesmo eliminar a necessidade de novas contratações.
Seguindo a linha do “faça você mesmo”, vamos fazer um exercício em sua empresa?
Primeiro, pegue uma área onde você já tenha algum sintoma de que algo poderia ser melhorado. Não tente fazer com a empresa toda, pois você perderá o foco.
Prepare uma folha de papel com mais ou menos este formato:
Lista de Atividades
Peça para que as pessoas marquem diariamente no papel o que elas estão fazendo e o horário de início e término. A categoria é importante para definir o item macro e ser contabilizado posteriormente. Por exemplo, num departamento de RH, as categorias poderiam ser “Contratação”, “Demissão”, “Ajuste CTPS”, “Folha de pagamento”.
Faça isso por, no mínimo, uma semana e compile o resultado em uma planilha.
Fazendo este simples experimento, poderá constatar de uma forma geral o quanto se gasta com o departamento e até poder identificar atividades que não deveriam ser feitos por eles.
 Consumo de atividades
Se neste exemplo temos 5 pessoas com salários de R$ 3.000,00 cada. Podemos arredondar que o processo de contratação custa R$ 79.000 ao ano e que outras atividades indefinidas custam R$ 136.000.
Como fator motivacional, eu gosto de pensar que todo ano é perdido um carro de luxo com atividades que não entendemos sua necessidade.
Pode ser que estas atividades sejam necessárias para a empresa, mas elas poderiam ser desempenhadas por equipes mais baratas ou mesmo poderíamos usar tecnologia para uma redução de custos.

Será que os R$ 43.000 gastos com folha de pagamento (12%) não poderiam ser reduzidos com melhorias no sistema?
O que acabamos de fazer é o que a indústria já está acostumada, isto é, o custeio baseado em atividade ou custeio ABC,  pouco usado para o controle de custos com mão de obra.
O experimento é fácil e o resultado muito rápido.
Para quem utiliza a solução da TradingWorks todo este controle é feito automaticamente e sem complicação.

“Eu quero isto pronto para ontem”

Alguns gestores e proprietários de empresa realmente acreditam que a máquina do tempo foi inventada e que esta é uma forma eficaz de garantir as entregas e manter o time afiado.
A verdade nua e crua é que a máquina do tempo ainda não existe, isto não mantém o time afiado e muito menos é a melhor forma de garantir as entregas.
Para você que acha que isto está correto, pode ir direto para o site de Lewis Carroll e estudar a fundo um clássico da administração e planejamento, também conhecido como “Alice no país das maravilhas”, mas se você acha que isto não é o adequado, então vem comigo…
Fonte: notable-quotes.com
Fonte: notable-quotes.com
Qual o problema de colocar um pouco de pilha no time? Afinal realmente aquele assunto surgiu de forma inesperada e precisamos entregar.
De inesperado, somente a morte, todo o resto pode ter um mínimo de planejamento!
Os casos da nota fiscal eletrônica (NF-e), SPED e agora o e-Social são alguns exemplos de “emergências” anunciadas pelos gestores. São anúncios feitos com anos de antecedência e somente nos últimos meses de carência é que o gestor toma ciência de que é necessário fazê-lo. O mais clássico de todos foi o “bug do milênio” onde não havia como ser postergado a decisão por nenhum governo, mas mesmo assim foi deixado para última hora e o preço do erro foi proporcional à procrastinação.
O mesmo ocorre com manutenção de máquinas, ajustes em processos ou até mesmo demandas de cliente já presentes em contrato.
Mesmo assim tem coisas que nos pegam de surpresa e temos que fazer uma atividade não planejada o mais rápido possível pois poderemos enfrentar problemas contratuais ou multas, mas o fato aqui em questão é de como esta atividade é passada ao time.
Vamos imaginar que um projeto engavetado sobre a melhoria da logística agora se torna o item de sobrevivência da empresa pois nos últimos meses as entregas erradas estão corroendo todo o faturamento.
O projeto original tem um prazo estimado de 6 meses de conclusão e envolve o trabalho de várias áreas da empresa. Não adianta gritar e berrar pois o tempo de entrega não vai mudar, nem adianta fazer igual o governo ao inaugurar aeroportos onde ainda não se pode pousar um avião, é sua empresa, ninguém mais será enganado que você mesmo.
Mesmo que seu time afirme que vão entregar em 2 meses, isto não ocorrerá, e se o fizerem, a qualidade provavelmente será severamente prejudicada.

Devemos então aguardar 6 meses e arcar com os prejuízos de logística?

Claro que não.
Se observar, a maioria destes problemas emergenciais tem uma situação de contorno. Não é “gambiarra”, é um processo formal para que itens possam sofrer pequenos ajustes ou mudança no formato até que uma solução em definitivo seja implementada.
Ao invés de esperar a troca dos “PDAs” do armazém, ou de colocar esteiras inteligentes, porque não sinalizar os produtos mais complexos ou fazer uma dupla checagem na expedição?
Mesmo que isto cause temporariamente um pequeno aumento dos custos ou não seja uma solução “elegante”, ela permite que o projeto original seja feito sem retrabalhos e principalmente não impacta outros projetos que já estavam em andamento e que se parados, causariam um problema maior para a empresa e consequentemente mais uma ordem do tipo “quero isto pronto para ontem”.

Em momentos de crise é tempo de se renovar

Seja medroso quando os outros são gananciosos e seja ganancioso quando os outros estão com medo.
Warren Buffett.
Ninguém discute que 2015 não será um ano fácil. Por esse mesmo motivo alguns colegas meus tiveram seus projetos cancelados, já que a empresa fez uma revisão de suas projeções, para baixo.
O problema aqui é que simplesmente os projetos foram cancelados, não foram modificados ou alterados. Neste ou qualquer outro período de crise não é momento de cortes e sim de utilização dos recursos da melhor e mais eficiente forma possível. Será que dentro dos projetos cancelados não havia aqueles que estavam endereçando exatamente a redução de custo ou aumento da eficiência? Talvez com poucos ajustes em relação à nova projeção, eles estariam aptos a fazer a empresa passar por esta fase sem muitas turbulências.
Normalmente, a folha de pagamento é a que mais pesa na fatia dos gastos e a primeira a ser revista. A vantagem da técnica é que o resultado financeiro é imediato, o problema, entretanto, é que você joga fora todo treinamento dado às pessoas, além de deixar desanimadas as que ficaram: “Será que se as vendas diminuírem mais, também serei eu?”.
Este é o momento de reinventar, encontrar outros meios de conquistar clientes, seja adequando preços ou lançando produtos e serviços para outras necessidades atuais, afinal, assim como a empresa, os seus clientes também precisam fazer suas engenharias financeiras e terão empatia com seus novos produtos e serviços.
Mesmo que uma das soluções seja os cortes, não use a regra igual para todos os casos, a exemplo do “corte geral de 10%”. Seus departamentos não funcionam de modo idêntico e este corte pode debilitar uma área que já estava no limite. Um processo possível de redução é a alteração da manutenção de máquinas, estendendo seus prazos. O seu carro não precisa trocar o óleo a cada 10.000 km, por exemplo. Algumas empresas também já reduziram o volume do produto na embalagem com a vantagem de não precisar aplicar a redução de preço proporcional, aumentando sua margem.
O seu vendedor, por sua vez, não precisa pegar um avião, se hospedar e gastar com táxi para fazer uma reunião de 1h hora com o cliente. Ele vai entender se você usar videoconferência para o processo. Empatia, lembra?
Não deixe de se questionar se é realmente necessário ter um escritório físico em sua filial no interior. Será que os funcionários não poderiam trabalhar remotamente?
São estas renovações que você precisa pensar em sua empresa e, se já me conhecem, sabem que não estou falando em fazer coisas onde a ética possa ser questionada. Não basta fazer certo, tem que também parecer certo.

Home office como solução para redução de custos?

Este é o momento para tomar decisões em busca de benefícios no futuro.
O futuro em médio prazo não se desenha muito promissor, e este é o momento que devemos tomar decisões ágeis, mas visando benefícios em longo prazo. O home office pode ser uma das alternativas de redução de custos, tanto para a empresa quanto para o trabalhador.
 
O home office é uma das soluções do teletrabalho, que pode ser realizado na residência do funcionário. Outras opções são escritórios alugados ou compartilhados.
Para a empresa, o impacto direto é sobre a área alocada, mas também implica na redução de vários outros fatores como eletricidade gasta com ar-condicionado e luz, copa, limpeza e estacionamento.
Para o trabalhador, também há uma série de redução de custos como, por exemplo, a alimentação e vestuário. Para quem utiliza o próprio carro, os impactos são ainda maiores financeiramente, além do ganho de 2 a 4 horas que eram perdidas no trânsito.
Pesquisa Home Office 2016
Acesse o relatório da Pesquisa home office Brasil 2016
Entretanto, há algumas preocupações inerentes a esse processo para a empresa:

Preciso ver meu funcionário

Contraponto: Como você faz com aquele funcionário que fica no andar superior ou mesmo em outra filial? Os controles das demandas precisam ser feitos com ou sem home office. Se você ainda não tem, pode apostar que tem dinheiro “escorrendo pelo ralo”.

Lição de casa: Mesmo com o funcionário no mesmo andar, opte pela comunicação eletrônica ou telefone e veja o que está faltando no seu processo. Procure ter intervenções semanais ou no máximo uma vez ao dia. Isto faz com que suas demandas sejam mais bem planejadas e o colaborador se torne mais eficiente.

Risco de vazamento de informações

Contraponto: A sensação de segurança é apenas estética: com celulares ou microcâmeras, o funcionário pode fazer o que bem entender com ou sem home office.
Lição de casa: Verifique se você já tem o mínimo de controle sobre os acessos e arquivos restritos. Talvez você descubra que até o seu estagiário tem acesso à pasta do RH com todos os salários dos funcionários.

Não tenho como controlar a jornada de trabalho

Contraponto: O próprio Ministério do Trabalho e Emprego já resolveu este problema através da Portaria 373 onde autoriza o registro de ponto através do computador.
Lição de casa: Confirme com o seu sindicato se o acordo engloba a portaria 373 (a maioria já aceita) e use um controle de ponto do tipo da TradingWorks.

Não tenho ferramentas de TI para o trabalho remoto

Contraponto: Já existem diversas ferramentas prontas para uso corporativo para o compartilhamento de documentos, comunicação e telefonia, entre outras.
Lição de casa: Se você não tem um sistema de colaboração de arquivos, troca de mensagens ou áudio/vídeo (corporativos), sua empresa já está perdendo dinheiro com a baixa produtividade e altos custos com a telefonia tradicional!
Estas ferramentas não são apenas para o home office, mas também para a rotina da empresa.
 
Buscando uma consultoria para implementar o teletrabalho em sua empresa?
Solicite um contato da GCONTT (parceiro TradingWorks).

A semana de 34 horas: uma visão de eficiência

Não estou dizendo que vamos trabalhar 34 horas para sermos eficientes. Estou afirmando que trabalhando diariamente como fazemos, 6 horas são desperdiçadas com itens essenciais como as idas ao toalete, o cafezinho ou papo com os colegas.

Em um ano, são cerca de 280 horas não utilizadas e para compensar isto, gastamos mais com horas extras ou com a pressão nos colaboradores para ‘fazer mais com menos’.

Para piorar o cenário, das 34 horas que estamos realmente trabalhando em alguma coisa, esta atividade não tem, essencialmente, uma relação específica com as necessidades da empresa, ou seja, não basta estar trabalhando.

É possível observar que há de tudo um pouco: atividades redundantes, burocracias demasiadas, retrabalhos ou trabalho simplesmente desperdiçado. Exemplos:

  1. É o comercial, sem anuência da diretoria, pressionando a operação por algo que o cliente não pagou.
  2. É a operação pedindo para a área de TI criar sistemas, mas que não são usados.
  3. É um analista sênior fazendo atividades das quais um júnior daria conta.
  4. É um funcionário fazendo relatórios e imprimindo quadros que nunca serão lidos.

No fundo, todas estas perdas são colocadas no ‘overhead’ ou ‘custos administrativos’ e repassadas ao cliente. O fato que é não são custos, são perdas. Comparando o Brasil com nosso quase vizinho Chile, eles produzem o dobro que nós com o mesmo volume de horas trabalhadas.

Em um momento econômico como o que estamos, fazer o cliente pagar a conta da nossa ineficiência não é uma boa saída, pois a concorrência nunca para. Como lição de casa, ao invés de perguntar aos gestores quais funcionários poderiam ser cortados, pergunte aos colaboradores, preferencialmente de forma direta, quais as atividades que poderiam ser simplesmente eliminadas.

Procure saber do seu gestor de TI, por exemplo, que demandas ele recebe de quais departamentos e cobre pela utilização dos itens que são produzidos ou comprados. Isto até me remete ao caso de uma rede de televisão que fez um quadro de um empresário que se passou por um funcionário e descobriu que o sistema que ele pagou milhões, simplesmente não estava em uso. Você não precisa aparecer em rede nacional para visitar a operação, conversar e receber ideias sobre itens desnecessários. Vá em frente!

Matéria originalmente publicada no Portal Santander:
https://www.santandernegocioseempresas.com.br/detalhe-noticia/a-semana-de-34-horas-uma-visao-de-eficiencia.html

Metas versus trabalho colaborativo

Sim, na maioria das empresas as metas possuem um caráter mais individualista e raramente premia o trabalho do time como um todo, tornando meta e trabalho em equipe antagônicos.

Este tema me veio enquanto eu estava jogando Battlefield (um jogo de guerra). O nosso time tinha alguns jogadores excepcionais, melhores até que o time adversário, e mesmo assim estávamos perdendo.

Neste jogo, assim como nas empresas, o diferencial é o trabalho coletivo e não pela diferença e o esforço dos indivíduos.

O problema não é a pessoa ser excepcional, o problema é ela focar exclusivamente sobre suas (mal definidas) metas individuais.

No jogo, cada um era medido pela quantidade de inimigos que eliminava e também em pontos quando ajudava o time, só que alguns jogadores estavam jogando apenas pela primeira métrica, mas o jogo era vencido pelo time com maior pontuação.

Na empresa é aquele vendedor que vende um produto que ainda não foi produzido ao invés de oferecer o que está no estoque. É a área de compras que atinge a meta de desconto, mesmo sabendo que o fornecedor não possui a qualidade necessária para entregar o serviço.

Todas estas ações são feitas por dois motivadores principais, o ego, a qual não temos muito como interferir, e as métricas da empresa que empurram muitas das ações dos colaboradores a eventos que possam trazer impactos negativos na empresa.

Para evitar isso, as métricas individuais devem ser compostas por indicadores que reforçam a contrapartida, seja para o time ou seja para os outros departamentos da empresa.

Vejam alguns exemplos:

Vendas – Itens vendidos

Contrapartidas:

  • Volume de descontos concedidos – Deve-se controlar não só o percentual de descontos, mas com qual frequência é aplicado.
  • Itens customizados – O vendedor consegue vender o que a produção executa ou é necessário que o item tenha “a cara” do cliente, custando mais para a operação?
  • Mix de produtos – Garantindo a venda de outros itens e não apenas o carro-chefe, com a venda garantida.

Operação – Itens produzidos

Contrapartidas:

  • Horas extras realizadas – O volume de produção não pode ser feito com o uso adicional de horas trabalhadas.
  • Número de funcionários – O indicador deve ser proporcional ao número de funcionários trabalhando.
  • Limite de máquinas respeitados – A velocidade de produção não pode exceder os indicadores dos fabricantes sob a pena de aumento de custo de manutenção preventiva e corretiva.

Operação – Rentabilidade

Contrapartidas:

  • Férias – Os períodos de férias devem ser respeitados e não podem ser transferidos para outros períodos (ganha num período com o aumento de mão de obra e perde em outro).
  • Manutenções preventivas – Devem seguir as recomendações dos fabricantes sob pena de redução da vida útil do equipamento.
  • Qualidade mantida – A qualidade do produto final deve ser mantida. Se não tiver especificações claras sobre as medidas do produto final, uma métrica de rentabilidade poderá ocasionar problemas sérios junto aos clientes.

Marketing – Ampliação de mercado

Contrapartidas:

  • Rentabilidade – A métrica não pode ser apenas tamanho do mercado conquistado e sim garantir liquidez.
  • Mix de produtos – Deve-se pensar na empresa como um todo e não apenas um único item, salvo quando necessário.
  • Canibalização – Não se pode lançar um produto que amplie o mercado mas concorra com outros produtos da empresa.

Cada empresa tem sua necessidade, sua vertical ou particularidade, mas espero que eu tenha passado a ideia de como poder medir o time de forma que ele trabalhe para a empresa e não apenas para o seu setor.

Matéria originalmente publicada no portal Santander: https://www.santandernegocioseempresas.com.br/detalhe-noticia/metas-versus-trabalho-colaborativo.html