Feriados e pontes, o que fazer?

Em 2017 teremos 8 feriados nacionais, sendo que 3 deles cairão numa quinta-feira, propiciando a ocasião para uma “ponte”.

A dúvida sempre é sobre como controlar estas “pontes” na folha de ponto. Coloco como um feriado? Abono? Vai para o banco de horas?

É sobre isto que quero falar nesta matéria.

Lançando a ponte como feriado

A empresa tem liberdade para definir outros dias além dos feriados obrigatórios (sejam os nacionais, estaduais ou municipais), portanto basta incluir o dia que seria ponte como um feriado.
Para clientes TradingWorks, vá em Feriados Gerais e inclua este dia como mais um feriado.

Resultado – Este dia é contabilizado como um benefício que a empresa está dando. Não será abatido de banco de horas ou compensação futura.

Lançando a ponte como um abono

Uma ponte pode ser abonada. O resultado prático é o mesmo que incluir o dia da ponte como um feriado, sendo a única diferença em mostrar a quantidade de horas de abonos que a empresa concedeu.
Para clientes TradingWorks, no dia da falta, inclua uma justificativa do tipo Abono e marque a opção para retirar a falta do dia.

Abono do dia

Resultado – Este dia é contabilizado como um benefício que a empresa está dando. Não será abatido de banco de horas ou compensação futura, mas o relatório de justificativas mostrará a quantidade de horas abonadas pela empresa.

Lançando a ponte para compensação no banco de horas

Para as empresas que adotam o banco de horas, é possível compensar esta ponte em outras oportunidades.
Para os clientes TradingWorks não é necessário realizar nenhuma operação. Ao ser processado o banco de horas da folha este dia já será compensado e as horas negativas lançadas no banco.

Banco de horas
Resultado – Neste caso a empresa está permitindo que o colaborador desfrute de um feriado prolongado sem abrir mão das horas de trabalho pagas.

Veja abaixo a lista completa dos feriados nacionais (fonte Imprensa Nacional, portaria 369/16):

1º de janeiro (Domingo), Confraternização Universal (feriado nacional);
27 de fevereiro (Segunda-feira), Carnaval (ponto facultativo);
28 de fevereiro (Terça-feira), Carnaval (ponto facultativo);
1º de março (Quarta-feira), quarta-feira de Cinzas (ponto facultativo até as 14 horas);
14 de abril (Sexta-feira), Paixão de Cristo (feriado nacional);
21 de abril (Sexta-feira), Tiradentes (feriado nacional);
1º de maio (Segunda-feira), Dia Mundial do Trabalho (feriado nacional);
15 de junho (Quinta-feira), Corpus Christi (ponto facultativo);
7 de setembro (Quinta-feira), Independência do Brasil (feriado nacional);
12 de outubro (Quinta-feira), Nossa Senhora Aparecida (feriado nacional);
28 de outubro (Sábado), Dia do Servidor Público(ponto facultativo);
2 de novembro (Quinta-feira), Finados (feriado nacional);
15 de novembro (Quarta-feira), Proclamação da República (feriado nacional);
25 de dezembro (Segunda-feira), Natal (feriado nacional).

Nota importante: Este post tem caráter informativo. Cada sindicato possui especificidades sobre como atuar com as pontes e as notificações antecipadas ao colaboradores.

Controle de jornada para equipes de campo, e sem internet!

Nada mais penoso para o departamento pessoal ter que compilar as planilhas de apontamentos manuais enviadas pelos colaboradores que trabalham fora do escritório.

Além disso há dilemas eternos onde o gestor não concorda com os horários marcados manualmente.

Sem falar sobre as marcações exatas, onde todos os dias o colaborador entra e sai no mesmo horário. Como já informado pelo Tribunal Superior do Trabalho (Súmula 338), este tipo de controle de jornada é inválido.Celular com o aplicativo TradingWorks

Com a autorização do Ministério do Trabalho e Emprego para usar computadores na marcação do ponto (Portaria 373/11), as empresas podem automatizar este processo e eliminar muitos pontos de falha.

Com 4 anos de atuação nesse mercado, a TradingWorks visa resolver esses problemas.

Com o aplicativo para celulares sua empresa tem os seguintes benefícios:

  • Marcação do ponto mesmo sem internet disponível;
  • Localização da marcação do ponto, pois o GPS é obrigatório;
  • O equipamento pode ser compartilhado, por exemplo um supervisor em campo com o celular corporativo e os colaboradores usam este equipamento para realizar a marcação;
  • Marcações manuais permitidas em caso de esquecimento, mas sempre com a aprovação do gestor;
  • Todos os outros benefícios já conhecidos da solução TradingWorks (veja mais aqui)

Quer fazer um teste e ver como é simples?

Baixe o aplicativo de uma das lojas abaixo e coloque o código de ativação DEMO DEMO.

Disponível na App Store

Disponível no Google Play

Posso controlar o ponto dos terceiros?

É muito comum misturarmos assuntos de CLT com terceiros legalmente trabalhando na empresa e desta forma acabamos entendendo que é proibido controlar o ponto ou eficiência dos colaboradores terceiros.

Com isto nos deparamos com as famosas planilhas de entrada às 09:00h e saída as 18:00h com uma hora para almoço, ou aqueles que já entenderam que não chama atenção se colocar os números quebrados como 08:45h ou 18:05h, mas continua não garantindo a qualidade.
Não estou falando que todo profissional faça isto, mas exatidão não é a premissa destas planilhas de controle. Falo por experiência própria ao controlar (sem eles terem conhecimento) durante alguns períodos.
Na semana o erro chegava a ser mais de 4 horas e o interessante é que a diferença era sempre favorável ao colaborador.
Em uma simulação (vide planilha aqui) temos …
Um erro de 20 minutos em um time de 20 pessoas, são R$ 105.600,00 desperdiçados anualmente.
Custo do erro de apontamento
Mas você pode estar se perguntando, continua proibido e ponto (final).
É proibido que a empresa contratante exija e controle o apontamento, mas não é proibido que a empresa contratada o faça através de mecanismos da portaria 373/11 e daí a contratante basicamente se torna o auditor do processo de controle de ponto e não o seu solicitante.
Além de ser transparente para as partes, garante o profissionalismo de quem cumpre com as jornadas contratadas, deixando seus pares “pouco precisos” fora do contexto do trabalho do time e eventualmente se desligando ou sendo desligados.

Devo marcar o ponto numa PME?

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a marcação de ponto de até 10 funcionários é opcional.
Homem com relógio
A princípio isto facilita em muito a administração da folha de pagamento e cálculos, pois é usado como princípio que todos cumpriram com suas horas trabalhadas. O problema está quando um ex-funcionário decide requerer na justiça horas que ele acha devido.
Como na empresa não há registro algum, cabe apenas acatar os valores acordados na Justiça do Trabalho, pois o empregado não necessita mostrar nenhuma prova em seu favor. E também não estou dizendo que o empregado esteja equivocado, só que a empresa realmente não tem nenhum registro sobre seu trabalho e se o pagamento dos salários foram feitos corretamente.
Aposto que assim como eu, cada um de vocês tem uma história de algum parente ou amigo próximo que já enfrentou este problema. Eu particularmente conheço duas empresas que tiveram que fechar as portas devido às disputas judiciais.
Então a saída é automatizar tudo e adquirir aquelas máquinas de ponto que imprimem o tíquete?
É uma possibilidade (e com grande dispêndio financeiro para uma PME), mas o registro de ponto pode ser feito com papel e caneta, sem nenhum equipamento especial. Em papelarias você pode encontrar estes bloquinhos prontos.
Simples, barato e eficiente!
Mas não se esqueça de que é necessário ter todo um processo para que este registro seja válido. Se tiver sinais de rasuras ou não tiver a assinatura do funcionário, de nada importa, mas mesmo assim o livro de ponto manual é uma ótima saída.
O que é mais importante é que a legislação trabalhista também vem evoluindo e em 2011, junto com a portaria que descrevia o uso das máquinas com impressão de tíquete (portaria 1510/09), também saiu a portaria 373/11 que permite que o registro de ponto seja feito de forma totalmente eletrônica, por computador ou celular, por exemplo.
Durante sua publicação, muito se discutiu que a portaria 373 só serviria para as grandes empresas, pois possuíam recursos técnicos para o desenvolvimento da solução. O que na prática aconteceu é que empresas de tecnologia passaram a oferecer este tipo de recurso a um baixo custo para empresas de qualquer porte, como por exemplo a TradingWorks.
Mas o que realmente é importante é que esta nova forma de registro de ponto permite que funcionários remotos também tenham o registro, seja feito através de um computador ou mesmo de um celular. Assim, mesmo aqueles funcionários que estão em outros bairros ou cidades, podem marcar o ponto e garantir a integridade dos seus recebimentos.
O registro de ponto não é somente importante para evitar desgastes judiciais mas garante a satisfação dos funcionários, quando seus colegas também estão sob o mesmo controle e não apenas baseado na consciência e responsabilidade de cada um em cumprir o seu horário de trabalho.

Controle de Ponto versus Tempo em Atividades

No sistema da TradingWorks você pode contabilizar dois cálculos distintos sobre o consumo do tempo e a relação entre eles nos dá uma métrica importante que é a eficiência do colaborador.

Ponto

É o mesmo que o relógio ou livro de ponto. É o tempo que o colaborador esteve disponível para trabalhar na empresa.

  • Entrou as 08:00h;
  • Saiu para almoço as 12:00h e retornou as 13:00h;
  • Deixou o trabalho às 18:00h.

Neste exemplo temos:

  • Tempo total no dia: 10 horas
  • Tempo total disponível ao trabalho: 9 horas
  • Tempo total de pausas: 1 hora

Dizemos que teve 9 horas “disponíveis ao trabalho” pois é na análise da execução das atividades onde realmente vamos verificar em que se trabalhou.

Tempo em atividade (timesheet)

Uma atividade só pode ser executada dentro das “horas disponíveis ao trabalho”. Mesmo para colaboradores que trabalhem com atividades de longa duração, é comum executar atividades diferentes ao longo do dia. Com a TradingWorks isto não só é possível como também não se perde a informação primordial que é o quanto se trabalhou em cada uma delas.
Vamos tomar a figura abaixo como sendo os horários e atividades que nosso colaborador trabalhou.

Então temos:
Atividade 1 – 5:30h
Atividade 2 – 1:00h
Atividade 3 – 0:30h
Total Trabalhado – 7:00h

O que podemos ver é que as horas que estão faltando (9 horas marcadas no ponto menos 7 horas em atividades) são na realidade as zonas em cinza.
Estas áreas podem ser atividades não mapeadas em que realmente o colaborador trabalhou efetivamente para a empresa, de qualquer forma não estavam designadas para serem executadas. veja mais detalhes sobre este tipo de problema neste post (link).
Neste caso o colaborador teve somente 78% de eficiência sobre seu trabalho.

FAQ

P. Se neste exemplo o colaborador usasse uma das atividades para lançar as horas em cinza, ele teria 100% de eficiência. Como evitar isto?
R. Sempre que possível as atividades devem possuir horas planejadas justamente para evitar que uma atividade sirva de “repositório de tempo”. Para evitar uma sobrecarga de formalidade, atividades comuns como por exemplo Reembolso de Despesas, não necessitam de horas planejadas pois a natureza da operação é conhecida e divergências nos tempos são facilmente identificadas.

P. Alguns de nossos colaboradores trabalham com atividades emergenciais. Como garantir que dentro da área cinza tenhamos a atividade registrada?
R. A TradingWorks trabalha prioritariamente as marcações de forma automática, entretanto sabemos que situações podem surgir e não há tempo para seguir o fluxo normal. Neste caso sugerimos que após o atendimento da emergência, o colaborador abra a atividade (posterior ao evento), registre os detalhes e adicione os tempos de forma manual (veja exemplo aqui). Importante lembrar que o “tempo consumido” neste processo administrativo faz parte da atividade em si, registrando o histórico, o que foi feito etc.